domingo, 3 de abril de 2016

Amorcidade

É deveras verdade: “é melhor viver sem felicidade do que sem amor”. Mas e quando felicidade e amor se imbricam? Quando se encontra no amor a felicidade? Vivo, amo e, por isso, sou plena. A sorte anda ao meu lado. Conheci-o e amei-o. A felicidade veio, doação espontânea do amor. Sinto-a perfeitamente, mas não consigo expressá-la. Se pudesse, não seria felicidade. Nem amor, porque ambos coexistem. A sua inefabilidade autentica a sua existência. O discurso materializa e rouba seu valor inerente. Nem toda a extensão da palavra consegue denotar o seu real sentido. Exprimir o inexprimível. Só é possível reconhecer o seu sentido, e o bem que ao outro se presta, quando esta é compartilhada.


Eu te amo e, por isso, vivo e sou plena.