É deveras
verdade: “é melhor viver sem felicidade do que sem amor”. Mas e quando
felicidade e amor se imbricam? Quando se encontra no amor a felicidade? Vivo,
amo e, por isso, sou plena. A sorte anda ao meu lado. Conheci-o e amei-o. A
felicidade veio, doação espontânea do amor. Sinto-a perfeitamente, mas não
consigo expressá-la. Se pudesse, não seria felicidade. Nem amor, porque ambos
coexistem. A sua inefabilidade autentica a sua existência. O discurso
materializa e rouba seu valor inerente. Nem toda a extensão da palavra consegue
denotar o seu real sentido. Exprimir o inexprimível. Só é possível reconhecer o
seu sentido, e o bem que ao outro se presta, quando esta é compartilhada.
Eu te amo e,
por isso, vivo e sou plena.