sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Childish

Who are you
That comes out of nowhere
Turn my life into blue
And call me your bear?

Where are you from?
Where do you want to go?
My life still goes on
But, without you, I just don't know.

I found your name
Under my skin
My golden frame
My favorite human being!

I love your tommy
And I melt in your eyes
You make me comfy
Because you are so wise

Are you happy here,
Or do you want to go there?
With you, I'm always happy
My beloved, precious bear

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Finito

Proteja os olhos com a razão
A verdade queima

Há muita luz
Nesse espaço curvo e finito
As retinas se dilatam
O som das palpitações aumenta

Os dias são maus
Eu estou remindo o tempo
Na tua presença
E a tua força lava os meus olhos

Você protege minha visão
Com as suas mãos
E o som do sangue escorre do peito aos ouvidos

Remir o tempo
Porque os dias são maus

O peso dos teu silêncio
Me afunda no oceano dos teus braços
Afaga a hostilidade de ser
nesses nossos encontros de olhos
e abarca toda a minha alma
enquanto eu afogo meus barcos no seu peito

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Eyes

Fingers dancing
Jumping heart
It's a bright light

It's dark now
And my eyes won't hurt

There's an ocean in your voice
The water to the unknown

The black eyes melting
The quiet universe
I don't want to move
This ship is just too calm

There's a beauty
In your melancholy
A poetic sound

I don't want to move.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Urso


Urso polar, panda, malaio, cinzento.
Não sou lá tão amigável,
Mas tenho bom intento

Não enxergo bem,
Mas consigo, como ninguém,
Ir além

Sou ambíguo
Sou feroz,
Sou veloz.

Sou doce,
Sou meigo,
E não sou nem um pouco leigo.

Prazer, meu nome é urso
E aqui, eu sou o rei
Do discurso.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Pungente

Há a vontade de sublimar por causa do tempo
A hora do adeus é pungente
Meus olhos esbarram na madeira
E eu te olho cego

A água cai no rosto
E a ânsia me expulsa pra fora de mim mesmo
E a ânsia me empurra pro desconhecido
A ânsia me faz encobrir seu rosto
Com os meus dedos
Te sufocar é pungente

A luz machuca os olhos
Eu procuro a claridade sonora
Uma janela aberta de sons
Uma voz que me guia pela escuridão
Uma mão que cure a deficiência

A obsessão abre o livro
Não saber ler é pungente
Há dentro de cada palavra
Infinitos espaços entre cada letra
Infinitas nuanças dentro de cada timbre
As primeiras palavras talvez façam sentido
Mas eu já despenquei no abismo dessas páginas

Roxo, vermelho, bolas brancas
Um pequeno rosto, uma pequena palavra, uma esfera dourada
As escuras bolas que me expulsam do desconforto acumulado
Que penetram nos meus olhos
Já ouve dor em se olhar dentro

As horas já passaram
E a ânsia me leva à agonia
Não esculpir o tempo é pungente
Não moldar o universo me leva à agonia.

As horas passam
As freqüências aumentam

E, de repente, já não há mais pungência.