Proteja os olhos com a razão
A verdade queima
Há muita luz
Nesse espaço curvo e finito
As retinas se dilatam
O som das palpitações aumenta
Os dias são maus
Eu estou remindo o tempo
Na tua presença
E a tua força lava os meus olhos
Você protege minha visão
Com as suas mãos
E o som do sangue escorre do peito aos ouvidos
Remir o tempo
Porque os dias são maus
O peso dos teu silêncio
Me afunda no oceano dos teus braços
Afaga a hostilidade de ser
nesses nossos encontros de olhos
e abarca toda a minha alma
enquanto eu afogo meus barcos no seu peito